

Termelétricas brasileira terão maior crescimento desde 2013
26/03/2025
A expansão da capacidade energética do Brasil em 2025 será dominada pelas termelétricas, marcando o maior crescimento da capacidade instalada dessas usinas desde 2013, com uma adição prevista de 3,18 GW neste ano. Desse total, 2,39 GW serão provenientes de térmicas a gás, enquanto 793 MW virão de projetos a biomassa. Esses dados são da Aneel, que apontou que, no total, a capacidade instalada de geração de energia elétrica no país deverá aumentar 9,95 GW em 2025.
Com essa expansão de geração termelétrica, será possível exportar excedentes para o Uruguai, que assinou um acordo de intercâmbio de energia com o Brasil. O documento indica que as exportações e importações passarão por uma linha com maior capacidade de escoamento. O ponto de entrega, antes localizado na subestação Presidente Médici, passará a ser na subestação Candiota II, no Rio Grande do Sul, que tem capacidade de 525 kilovolt (kV). Conforme o Ministério de Minas e Energia (MME), essa parceria proporcionará mais segurança e reduzirá os riscos de interrupções para ambos os países.
Apesar do crescimento do segmento termelétrico, há preocupações, especialmente por parte da indústria eólica. Para Elbia Gannoum, presidente da Associação Brasileira de Energia Eólica e Novas Tecnologias (Abeeólica), a contratação compulsória de termelétricas a gás natural pode afetar de forma irreversível o desenvolvimento das energias renováveis no Brasil. Ela alerta: “Estamos enfrentando uma escassez de demanda no Brasil e estamos tendo que reinventar a demanda e observar oportunidades. A manutenção da contratação dessas térmicas vai enterrar de vez a indústria de renováveis no Brasil. Não há como sobreviver”.
Esse alerta entrou na lista de prioridades do setor para 2025, que foi apresentada no Congresso Nacional. Entre as propostas, destacam-se o fim da concessão de subsídios para tecnologias já amplamente conhecidas e a revogação da expansão de usinas termelétricas. Outros pontos de destaque são a defesa pela criação de iniciativas que “estimulem o treinamento e o uso de modelos de inteligência artificial no Brasil”, o fomento à produção nacional de fertilizantes e a inserção de sistemas de armazenamento por baterias (“BESS”) no Sistema Interligado Nacional (SIN).
Leia mais no site Eixos.
