

Projetos fotovoltaicos de geração própria crescem no país
26/03/2025
Segundo a plataforma Meu Financiamento Solar, do banco BV, o financiamento para a instalação de projetos fotovoltaicos de geração própria subiu 12,4% entre 2023 e 2024. No ano passado, cerca de 45 mil propostas foram aprovadas pela empresa, sendo que 83% delas foram destinadas a instalações residenciais. A região do Brasil que registrou a maior quantidade de créditos liberados foi a Nordeste, com uma fatia de 32,73% do total.
Outro aumento aconteceu na micro e minigeração distribuída (MMGD), que, em janeiro de 2025, apresentou um crescimento de 737 megawatts (MW) no Brasil – todos os projetos utilizando energia solar. Com essas novas instalações consolidadas, o segmento alcançou a marca de 36,836 gigawatts (GW) de capacidade instalada no país. As informações são da Agência Nacional de Energia Elétrica (Aneel), que também informou a posição de liderança de São Paulo, com 122 MW adicionados, seguido por Minas Gerais (83 MW), Goiás (76 MW), Mato Grosso (59 MW) e Rio Grande do Sul (55 MW).
O que impulsionou essa expansão? Para a diretora da plataforma Meu Financiamento Solar, Carolina Reis, esses índices positivos refletem a queda no preço dos painéis solares, que chegou a aproximadamente 60% nos últimos dois anos. Uma pesquisa da Solfácil aponta que o custo dos equipamentos de energia solar para residências brasileiras ficou 3% mais barato no quarto trimestre de 2024 em relação ao terceiro trimestre. Esse fenômeno ocorreu devido à necessidade das empresas do setor de se manterem competitivas “em um mercado cada vez mais disputado”, como afirma a pesquisa.
Esse cenário provavelmente perdurará segundo relatório da BloombergNEF. O documento prevê que o custo nivelado da eletricidade para tecnologias de energia renovável deve cair entre 22% e 49% até 2035. Essa redução se deve ao excesso de capacidade de fabricação de tecnologia limpa na China, o que levou muitos mercados a adotarem medidas protecionistas por meio de tarifas. Ainda assim, conforme o relatório Levelized Cost of Electricity, da BNEF, essas taxas não serão capazes de impedir a trajetória de queda nos preços.
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