

Novidades na navegação brasileira: avanços na pauta da sustentabilidade
26/03/2025
A primeira delas é um acordo firmado entre Brasil e Noruega para a construção de um corredor marítimo sustentável entre os dois países. O foco é desenvolver uma infraestrutura portuária para o abastecimento de navios com combustíveis de baixo ou zero carbono. Para sua realização, o projeto contará com a participação da indústria e de institutos de pesquisa brasileiros e noruegueses, responsáveis pela identificação das rotas e dos portos estratégicos viáveis para essa mudança.
Ainda na agenda ESG, o Brasil assume uma posição ativa ao tentar emplacar uma proposta alternativa para a taxação de carbono de navios, tema discutido no 18º encontro do grupo de trabalho para a redução de emissões da Organização Marítima Internacional. O país entende as desvantagens de uma taxação única e propõe um mecanismo flexível de precificação. Por meio de uma curva de emissões esperada até 2050, seria estabelecido quem pagaria taxas e quem receberia créditos. Quem ultrapassasse o valor da curva faria o pagamento; quem ficasse abaixo, receberia um crédito.
O Brasil também reforça a importância do uso de biocombustíveis para a descarbonização do setor e se coloca como um potencial fornecedor do insumo para abastecer a frota mundial. Para Cristiane Marsillac, CEO da Marsalgado Brasil, o país ainda precisa oferecer produtos a preços competitivos e estabelecer os chamados “corredores verdes”. Segundo ela, é essencial que os navios sejam abastecidos com o mesmo biocombustível em todos os portos, o que exigirá acordos bilaterais e a criação de pontos de reabastecimento que viabilizem uma rede global de distribuição.
Enquanto essas questões são debatidas, testes já estão sendo realizados. Um exemplo é a parceria entre a Vibra, distribuidora de combustível e plataforma multienergia, e a Svitzer, companhia mundial de serviços de rebocadores. As empresas começaram um projeto-piloto de biodiesel no setor marítimo brasileiro, no qual será realizada uma operação utilizando 20% de biodiesel no transporte de rebocadores no Porto de Santos (SP).
Saiba mais nos sites Um só planeta, Eixos e Revista Exame.
